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interconnected forms of aggression: on the one
hand, lack of access to justice and basic
services, and institutional violence; on the
other, locally constructed stigma, labels, and
aggression. Symbolic and community violence
generates socio-spatial segregation and
precariousness in their economic activity. In
Ecuador, sex work remains in a legal limbo that
prevents those who engage in this work from
accessing new means of livelihood and
regulations that guarantee their dignity,
equality, and respect for their existence.
Furthermore, a punitive view of these
individuals persists, hindering the
advancement of progressive legislation capable
of guaranteeing access to basic services,
justice, and humane conditions for the practice
of sex work.
Keywords: Sex work, Dignity, Guarantee,
Imaginary, Violence.
Sumário
Este artigo interdisciplinar analisa a situação
jurídica das trabalhadoras do sexo no Equador a
partir de uma perspectiva interseccional,
reconhecendo as múltiplas barreiras que
enfrentam enquanto sujeitos, bem como a
segregação sociocultural que vivenciam,
enquanto corpos/objetos de diversas formas de
violência e discriminação. Examina também a
construção do imaginário social em torno
daquelas que oferecem esse serviço, sob uma
perspectiva punitiva e religiosa, que transforma
sua presença nesses espaços em algo prejudicial
e perigoso para o "bem comum". A pesquisa
emprega uma abordagem etnográfica e
qualitativa, desenvolvida por meio de
biografias, histórias de vida e análise
documental na cidade de Quito, província de
Pichincha. Isso permitiu examinar como as
trabalhadoras do sexo resistem às diversas
formas de violência que permeiam suas vidas.
O estudo conclui que existem formas
interconectadas de agressão: por um lado, a
falta de acesso à justiça e a serviços básicos, e a
violência institucional; por outro, o estigma, os
rótulos e a agressão construídos localmente. A
violência simbólica e comunitária gera
segregação socioespacial e precariedade em sua
atividade econômica. No Equador, o trabalho
sexual permanece em um limbo jurídico que
impede que as pessoas que o exercem acessem
novos meios de subsistência e regulamentações
que garantam sua dignidade, igualdade e
respeito à sua existência. Além disso, persiste
uma visão punitiva dessas pessoas, dificultando
o avanço de uma legislação progressista capaz
de garantir o acesso a serviços básicos, justiça e
condições humanas para o exercício do trabalho
sexual.
Palavras-chave: Trabalho sexual, Dignidade,
Garantia, Imaginário, Violência.
Introducción
El artículo analiza la situación jurídica, social y
comunitaria del trabajo sexual en Ecuador,
especialmente en Quito, y demuestra que esta
actividad se encuentra atravesada por formas
multidimensionales de violencia, exclusión y
precarización. Aunque quienes la ejercen
desarrollan mecanismos de resistencia y redes
de apoyo, persisten imaginarios colectivos que
los deshumanizan e invisibilizan (Musto y
Trajtenberg, 2011). Históricamente, el trabajo
sexual ha sido tratado como un problema social
mediante enfoques punitivistas, regulatorios y
abolicionistas que no han garantizado los
derechos fundamentales de los trabajadores
sexuales. Además, reducirlo a la prostitución
desconoce su complejidad y lo limita a una
transacción económica (Cevallos, 2011).
Frente a ello, resulta necesario reconocer los
derechos situados de quienes ejercen esta
actividad, eliminar los estereotipos culturales y
desarrollar alternativas estatales e
institucionales que garanticen condiciones
dignas, sin desconocer la necesidad de prevenir
la explotación sexual (Porras, 2009). Desde un
enfoque interseccional y etnográfico, sus
experiencias deben comprenderse como
resultado de estructuras de poder que articulan
violencia institucional, simbólica y
comunitaria. Esta perspectiva permite recuperar