
Ciencia y Educación
(L-ISSN: 2790-8402 E-ISSN: 2707-3378)
Vol. 7 No. 1
Enero del 2026
Página 131
strictly technical approach and the value of a
communicational perspective.
Keywords: Educational feedback, School
communication, Regulations, Cognitive
misunderstandings, Learning inequalities.
Sumário
O feedback educacional é hoje apresentado
como uma alavanca central para o apoio eficaz
ao ensino e à aprendizagem. Seja oral ou
escrito, formativo ou informal, ele deve
orientar a atividade dos alunos, direcionar suas
revisões e promover seu progresso. No entanto,
pesquisas mostram que seus efeitos são
variáveis e que, em certas situações, o feedback
pode contribuir para estabilizar, ou mesmo
exacerbar, as desigualdades de aprendizagem.
Este artigo oferece uma análise teórica do
feedback baseada em um diálogo entre as
ciências da educação e as ciências da
informação e da comunicação. Demonstra que
o feedback constitui um ato comunicativo
normativo: transmite expectativas, referenciais
interpretativos e pressupostos cognitivos que
raramente são explicitados e cujo domínio
varia social e academicamente. Com base no
conceito de incompreensão educacional, este
artigo destaca como o feedback pode criar
discrepâncias entre as intenções do professor e
a compreensão e aplicação do aluno,
particularmente quando os comentários são
gerais, descontextualizados ou focados em
categorias avaliativas abstratas. A seção
seguinte identifica as condições para o
planejamento e a implementação de feedback
que apoie a aprendizagem sem reforçar o
ensino diferenciado, destacando as limitações
de uma abordagem estritamente técnica e o
valor de uma perspectiva comunicacional.
Palavras-chave: Feedback educacional,
Comunicação escolar, Regulamentos, Mal-
entendidos cognitivos, Desigualdades de
aprendizagem.
Introducción
Dans les discours pédagogiques contemporains,
le feedback apparaît comme une évidence.
Donner un retour aux élèves sur leur travail
serait une condition nécessaire de
l’apprentissage: expliquer les erreurs, préciser
les attentes, orienter les corrections permettrait
aux élèves de progresser. Cette conception est
largement partagée dans les recherches en
sciences de l’éducation, où le feedback est
fréquemment présenté comme un levier majeur
de l’évaluation formative. Elle irrigue
également les prescriptions institutionnelles, les
formations et les outils numériques
d’accompagnement des apprentissages (par
exemple, les environnements d’apprentissage
qui automatisent certaines rétroactions).
Toutefois, cette valorisation repose souvent sur
une conception implicitement transmissionnelle
de la communication pédagogique. Le feedback
est alors pensé comme un message dont
l’efficacité dépendrait principalement de sa
clarté, de sa fréquence ou de son « ciblage » (sur
la tâche, le processus, l’autorégulation). Or, de
nombreuses études montrent que les élèves ne
s’approprient pas tous de la même manière les
rétroactions qui leur sont adressées, et que
certains restent durablement à distance des
attentes scolaires malgré la multiplication des
retours (Bautier et Rochex, 1997).
Ces constats invitent à déplacer l’analyse. Plutôt
que de s’interroger uniquement sur la qualité
linguistique ou la quantité des feedbacks, il
apparaît nécessaire d’examiner les conditions
communicationnelles et symboliques de leur
interprétation. Les sciences de l’information et
de la communication offrent ici des outils
conceptuels pour penser le feedback comme un
acte inscrit dans un dispositif : un ensemble de
règles, de genres discursifs, de rôles et de
normes qui organisent ce qu’il est légitime de
dire et de comprendre à l’école (Charaudeau,
1992). L’hypothèse centrale de cet article est
que le feedback pédagogique constitue un lieu
privilégié de production de malentendus
scolaires. Loin d’être un simple soutien à
l’apprentissage, il engage des normes, des