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conducted using three anchor sources (youth
audiovisual consumption, a sociocultural
framework, and a critique of the “digital native”
myth), organizing evidence into matrices of
habits, competencies, and mediations. Findings
show a shift toward micro-content and
platforms, heterogeneous competencies
(instrumental fluency vs. critical literacy), and
gaps associated with cultural capital and school
policies. We conclude that merely “using
technology” is insufficient: pedagogy must
design mediations that integrate multimodal
production with academic standards,
information and data literacy, and formative
assessment, supported by teacher professional
development and ethical frameworks for digital
citizenship.
Keywords: Screeners, Education, Digital
competencies, Media and Information
Literacy, Multimodal production, Attention
economy, Instructional design.
Sumário
A ascensão dos "screenagers" — jovens cuja
socialização, lazer e aprendizado ocorrem em
frente a telas — está tensionando os ritmos, as
linguagens e as mediações das escolas, gerando
oportunidades criativas e riscos de atenção
fragmentada e desinformação. O objetivo foi
analisar a relação entre os screenagers e a
educação, identificando possibilidades e
impactos, a trajetória da aprendizagem digital e
os desafios para professores e instituições. Foi
utilizada uma revisão narrativa focada em três
fontes principais (consumo audiovisual por
jovens, contexto sociocultural e uma crítica ao
mito do "nativo digital"), organizando as
evidências em matrizes de hábitos, habilidades
e mediações. Os resultados mostram uma
mudança em direção a microconteúdos e
plataformas, heterogeneidade de habilidades
(domínio instrumental versus letramento
crítico) e lacunas associadas ao capital cultural
e às políticas escolares. O estudo conclui que
simplesmente "usar a tecnologia" é
insuficiente: é necessário desenvolver
abordagens pedagógicas que integrem a
produção multimodal com padrões
acadêmicos, letramento informacional e de
dados e avaliação formativa, acompanhadas de
formação continuada para professores e marcos
éticos para a cidadania digital.
Palavras-chave: Geração digital, Educação,
Habilidades digitais, Alfabetização midiática
e informacional, Produção multimodal,
Economia da atenção, Design instrucional.
Introduction
Over the last two decades, the ubiquity of
screens and digital platforms has shaped a
sociotechnical ecosystem in which children and
young people build identity, sociability and
learning. The concept of screenagers describes
a cohort immersed in short-form content,
transmedia convergence and mobile
communication, characterized by fast
audiovisual consumption. Research shows a
shift from linear television to platforms and
micro-content, associated with immediacy,
algorithmic segmentation and personalization,
which alters attention rhythms and challenges
traditional school dynamics (Cortés & Fuentes,
2023). However, digital culture does not
operate uniformly. Social class, cultural capital
and platform conditions mediate competencies
and opportunities; therefore, the idea of
homogeneous “digital natives” is problematic
(Sequeiros & López, 2016). Although many
young people easily use devices, gaps remain in
information literacy, privacy awareness, critical
reading of algorithms and multimodal academic
production. Instrumental mastery does not
equal digital academic competence, meaning
schools cannot rely on spontaneous network
socialization and must implement deliberate
pedagogical mediation (Acosta, 2022).
This article analyzes the relationship between
screenagers and education by examining their
digital trajectories, identifying challenges for
teachers and schools, and proposing